COMERCIALIZAÇÃO - O DESAFIO DO ARTESANATO!


A comercialização é um dos grandes desafios para o setor de artesanato. Para se ter sucesso, além de um bom produto, é preciso ter uma estratégia de vendas bem planejada e elaborada. O consultor em marketing e vendas Eloi Zanetti, parceiro do Sebrae, dá algumas dicas que podem facilitar o processo.


O que o artesão deve fazer para se adequar às exigências do competitivo mercado atual?

Eloi Zanetti – Quem fabrica um produto, seja uma fábrica ou um artesão, tem de saber que o mercado sempre pode exigir alguma adaptação. O revendedor pode pedir uma embalagem mais forte, ou mais prática, ou lotes em determinados prazos. Quem quiser vender e permanecer no mercado precisa entender que fazer adaptações faz parte do jogo comercial. E que elas devem ser feitas prontamente e sem reclamação. Outra preocupação importante é o prazo de entrega. Quem faz um acerto com uma loja ou cadeia de lojas não pode deixar de cumprir o prazo estabelecido. Se os produtos não chegam, elas não vão querer mais nada com o artesão.

Como perceber as tendências de mercado, o que está interessando aos compradores?
Eloi Zanetti – Visitar feiras, observar tudo, assinar revistas de moda e decoração. Se não puder, o artesão deve pedir à associação que assine e deixe à disposição dos associados. Também é importante visitar lojas e conversar com vendedores.

Como fidelizar o comprador de artesanato?
Eloi Zanetti – Se o artesão tem costume de receber clientes na oficina, ele deve criar uma carteira com o nome, telefone e e-mail deles. E sempre que houver novidades, deve convidá-los a visitar o ateliê. Dispor de um local agradável para receber as pessoas, ter preços em uma tabela, facilidade para despacho e embalagem adequadas são fundamentais.

O que o artesão deve fazer para divulgar seus produtos?
Eloi Zanetti – É importante participar de feiras e manter um cadastro atualizado com fotos. Também é interessante que o produto tenha uma boa história, o que costuma facilitar a venda. Conheço uma senhora em Natal, no Rio Grande do Norte, que vende uma bonequinha aos turistas dizendo que ela dá sorte e que quem a põe na mala não corre o risco de ter a bagagem extraviada nos aeroportos.

http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/764444293DCE5E2B8325741100528C75/$File/NT000375E6.pdf

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